sábado, 22 de junho de 2013

¿¿¿¿

Me desculpe. 
Eu não consigo. 
Aliás, estranho seria se eu conseguisse.
O que é? Já não sei, nunca soube definir ao certo pra falar a verdade. O que é certo e o que é errado? Muito menos... Não existe coisa mais relativa e ilusória do que isso. Reprimo o que sinto, mudo o que sinto ou será que simplesmente não sinto? Penso em tudo, em como vai ser e em como vai terminar. Terminar? Mas e se nem começou? Isso é coisa de louco, o fato é que devo sair dessa loucura porque o final todos nós, mesmo que inconscientemente, sabemos qual é e ele é sempre igual. Final? Por que insisto em pensar no final? Pra que? Pra que pensar? Mais vale arriscar? Tenho vontade de entregar em um pacote de presente com um laço bem bonito, todos os meus pensamentos e sentimentos, para que saiba o que se passa. Porque falar, aah falar, isso nunca irei conseguir, quanto mais demonstrar de forma clara. Me engasgo, forma um nó, a palavra não sai, engulo a lágrima. Me desculpe, eu não consigo, aliás, estranho seria se eu conseguisse. Será que vai me entender? Vai começar? Faz uma forcinha e entra nos meus pensamentos pra ver de perto, aí não tem erro. Mas já não sei, pois quanto mais eu penso, mais eu me perco (ou me encontro?)... e isso está se tornando inevitavelmente inevitável.

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